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Agroindústria em Lajeado é exemplo de evolução com suporte do Estado

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O secretário Minetto conheceu a trajetória do casal Antônio e Rosane Lottermann e visitou as instalações da agroindústria
O secretário Minetto conheceu a trajetória do casal Antônio e Rosane Lottermann e visitou as instalações da agroindústria
Por Nathalie Sulzbach - Ascom SDR

Quando começaram a produzir aipim descascado em Lajeado, há mais de 12 anos, o casal Antônio e Rosane Lottermann, de Lajeado, não imaginava que políticas públicas do Estado pudessem contribuir para a formalização, a profissionalização, a gestão sustentável, com melhorias na infraestrutura do negócio e incremento da renda. Os bons resultados incentivam o filho Bruno, 14 anos, a buscar formação em técnico agrícola e continuar na propriedade.“Um dos nossos maiores objetivos enquanto gestores públicos é promover a sucessão rural”, analisou o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcisio Minetto. “O que vemos na família Lottermann é o que buscamos para muitas famílias, oferecendo políticas públicas de incentivo à produção e ao aumento da renda rural”, completou Minetto, que visitou a agroindústria na quarta-feira (4). 

Família Lottermann em frente à agroindústria, no bairro São Bento, em Lajeado
Família Lottermann em frente à agroindústria, no bairro São Bento, em Lajeado

As dificuldades iniciais, como a comercialização exclusiva para atacados a preços baixos, com produtividade abaixo do potencial da cultura e dificuldade de armazenamento, foram superadas com apoio do Estado. O incentivo inicial foi a possibilidade de acesso a R$ 10 mil por meio do e Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), administrado pela SDR.

O recurso do Feaper foi obtido por meio da Consulta Popular, que beneficiou dezenas de agroindústrias da região, no final de 2015. "Com bônus adimplência de 80% do valor para pagamentos em dia, foi possível a aquisição de uma câmara fria capaz de armazenar 10 toneladas do produto", explica a agrônoma da Emater Andréia Binz. Com o armazenamento adequado, os Lottermann passaram a comercializar o aipim na entressafra, quando os preços para o produtor são melhores.

O outro passo dos empreendedores rurais foi a adesão ao Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar e, depois, a inclusão da agroindústria no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). Os avanços foram possíveis com a orientação dos técnicos da Emater, conveniada da SDR.

O diagnóstico feito pelo Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, coordenado pela SDR e executado pela Emater, apontou a necessidade de readequação na infraestrutura e no planejamento ambiental, social e no cultivo do aipim. Na parte ambiental, houve o aproveitamento da água da chuva, o tratamento de efluentes e a melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo.

Com a inclusão no Peaf, que oferece serviços para as agroindústrias familiares como qualificação técnica, incentivos financeiros para melhoria e legalização e assistência nas questões sanitárias, ambientais e tributárias, foi possível acessar novos mercados, como o institucional.

Atualmente, a venda em mercados locais, a comercialização direta ou por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) garante melhores preços. "Antes vendíamos o quilo a R$ 1, sendo que hoje, em alguns casos, o valor pode ultrapassar os R$ 4 para o aipim descascado e limpo", contou Antônio. Ele e a esposa cultivam cerca de três hectares da raiz, que rendem mais de 40 toneladas do produto descascado ao ano. No começo do negócio,vendiam apenas 400 quilos do produto ao ano.

Rosane é a responsável técnica pela agroindústria familiar, após ter se qualificado em cursos de boas práticas de fabricação e em outras capacitações oferecidas pela Emater. Ela está começando um processo de diversificação da produção, com o cultivo de morangos, para impulsionar a visitação de consumidores na propriedade.

Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo