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Cantina em Bento Gonçalves é a primeira agroindústria de vinho colonial do Brasil

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Secretário Minetto visitou a Piccola Cantina, da família Flâmia, que agora pode vender vinhos com o talão de produtor rural
Secretário Minetto visitou a Piccola Cantina, da família Flâmia, que agora pode vender vinhos com o talão de produtor rural - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR
Por Ascom SDR

A primeira agroindústria de vinho colonial do Brasil é gaúcha e foi inaugurada na segunda-feira (5), em Bento Gonçalves. A Piccola Cantina, dos produtores Auri e Diva Flâmia, foi um dos primeiros empreendimentos familiares gaúchos aptos à comercialização de vinho colonial, enquadrados na Lei 12.959/2014. “Temos neste empreendimento todo um histórico de resgate cultural, preservando o modo de fazer vinho dos imigrantes, o que se reflete em maior diversidade e aumento de renda para as famílias”, analisou o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcisio Minetto, presente à solenidade.

Produção de vinho colonial deve atender a uma série de requisitos legais
Produção de vinho colonial deve atender a uma série de requisitos legais - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR
Empreendimento familiar fica na comunidade São Valentim 96, Linha Ferri, distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves
Empreendimento familiar fica na comunidade São Valentim 96, Linha Ferri, distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR
Para Minetto, vinho colonial histórico faz resgate cultural do modo de produção dos imigrantes
Para Minetto, vinho colonial histórico faz resgate cultural do modo de produção dos imigrantes - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR
Inauguração da cantina contou com representantes de diversas entidades envolvidas no segmento
Inauguração da cantina contou com representantes de diversas entidades envolvidas no segmento - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR
Inauguração da Piccola Cantina
Inauguração da Piccola Cantina - Foto: Itamar Pelizzaro/SDR

A propriedade dos Flâmia tem 45 hectares, sendo 16 deles ocupados por parreiras, na comunidade São Valentim 96, Linha Ferri, distrito de Faria Lemos. Auri lembra que produzia vinhos para consumo próprio e também para comercializar em festas comunitárias. “Como o pessoal gostava, a cantina foi aumentando”, contou. Com assistência técnica da Emater, conveniada da SDR, adaptou o empreendimento para se adequar à legislação do vinho colonial. “Agora poderemos vender vinhos com o talão de produtor rural para a emissão de nota, sem precisar abrir uma empresa”, disse.

Como se enquadrar

Os viticultores interessados em se enquadrar na lei do vinho colonial precisam estar enquadrados como agricultores familiares, com comprovação por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), estar inclusos no Programa Estadual da Agricultura Familiar (Peaf), da SDR, e produzir até 20 mil litros/ano com uvas próprias. Outra exigência do projeto é que pelo menos 70% das uvas utilizadas sejam colhidas na mesma propriedade.

Uma cartilha elaborada em parceria entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), SDR, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Emater, Embrapa Uva e Vinho e Ufrgs está disponível para para auxiliar os produtores nas etapas de formalização. O material de apoio pode ser obtido gratuitamente nos sindicatos rurais e, dependendo das regiões, nos escritórios da Emater em entidades setoriais. Também estará disponível para download neste link.

A solenidade em Bento Gonçalves foi acompanhada pelo deputado estadual Elton Weber e representantes das entidades envolvidas com o projeto como Ibravin, Emater, Embrapa Uva e Vinho, Seapi, Mapa, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), além de secretários municipais, vereadores, dirigentes sindicais, agricultores e moradores da comunidade.

Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo