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Feiras do peixe na Semana Santa devem comercializar 20% da produção anual do Estado

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A projeção é de que sejam movimentados R$ 55 milhões no comércio de peixes neste período
A projeção é de que sejam movimentados R$ 55 milhões no comércio de peixes neste período - Foto: Banco de Dados/SDR

O período da Semana Santa no Rio Grande do Sul deve abranger a comercialização de cerca de 20% da produção anual de peixes no Estado, conforme estimativa da Emater, conveniada da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). A estimativa é de sejam vendidas cerca de 3,9 mil toneladas de peixes, conforme levantamento feito 402 dos 495 municípios onde a Emater atua. O preço médio do quilo de peixe aumentou 7,2%, passando de R$ 13,06, no ano passado, para R$ 14,01. A projeção é de que a Semana Santa movimente R$ 55 milhões no comércio de peixes.

Entre as espécies mais consumidas neste período estão carpas, que correspondem de 70 a 80% do total comercializado no Estado, e tilápias, que representam em torno de 12% das vendas, seguidas de tainha, jundiá, traíra, violinha e piava, todos vendidos nas formas de filé, inteira e eviscerada, e camarão, descascado e inteiro.

O levantamento é feito pela Emater desde 2009. Este ano, está programada a realização de 300 feiras (975 dias de feira), tendo como locais de comercialização a propriedade rural (2.199), a residência do pescador (1.832), beira da praia (293), ambulante (203), pesque-pague (136), beira de rio (80) e outros (347), totalizando 5.090 locais.

Para popularizar o consumo de peixe no Rio Grande do Sul, A SDR desenvolve o Programa Integrado de Pesca e Aquicultura, com iniciativas de incremento da produtividade, produção sustentável, industrialização e comercialização de pescado. Segundo Henrique Bartels, assistente técnico estadual em Piscicultura da Emater, o Rio Grande do Sul é embrionário na produção e no consumo de peixes.

No Brasil a produção ultrapassa as 500 mil toneladas, enquanto no RS é de em torno de 20 mil toneladas, segundo Bartels. A Emater executa várias atividades nas áreas de piscicultura, elaborando projetos de viveiros e orientando os produtores na construção, na calagem e na adubação. Também orienta sobre a introdução dos alevinos, o manejo e o controle da qualidade da água, a alimentação dos peixes, o controle das doenças, a despesca, a comercialização e as formas de consumo.

Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo