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Rede Manejo Integrado de Pragas define estratégias em seminário na Capital

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Objetivo é adotar técnicas de controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com tecnologias existentes e fomento à pesquisa
Objetivo é adotar técnicas de controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com tecnologias existentes e fomento à pesquisa - Foto: Taline Schneider - Emater/RS-Ascar

Representantes de instituições de ensino, pesquisa e extensão e de órgãos governamentais definiram estratégias da Rede Gaúcha de Manejo Integrado de Pragas (Rede MIP). O objetivo é a adoção de técnicas de controle de pragas, doenças e plantas daninhas, por meio de tecnologias já desenvolvidas ou do fomento da pesquisa, em um esforço conjunto desses órgãos e instituições no Estado. As estratégias foram delineadas em seminário na sexta-feira (1º), na Emater/RS, em Porto Alegre, com participação do secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto.

Em fase de formalização da adesão das instituições envolvidas, a Rede MIP atuará nas cadeias produtivas em que as instituições desenvolvem ações, principalmente com as culturas em que está implementada a produção integrada ou nas quais são desenvolvidos programas para substituir o uso de inseticidas ou mitigar sua ação. Serão contempladas as culturas de grãos (arroz, soja e trigo), frutas (maçã, pêssego, manga, uva e citros) e hortaliças (tomate, pimentão, batata, outros tubérculos e folhosas). Após sua consolidação, as ações da rede MIP poderão ser estendidas para outras cadeias produtivas.

Para reduzir o uso intensivo de agrotóxicos e buscar alternativas ao uso de químicos, o MIP é o sistema de decisão para o uso de táticas de controle, isoladas ou associadas harmoniosamente, numa estratégia de manejo baseada em análises de custo-benefício que levam em conta os interesses dos produtores e da sociedade e impacto no ambiente. O conjunto de medidas visa a manter as populações das pragas (insetos, doenças ou plantas invasoras) abaixo do nível de dano econômico, aumentar os benefícios econômicos, ambientais e preservar a saúde dos agricultores e consumidores.

“A densidade populacional dos insetos-praga, a ocorrência de microrganismos ou a infestação de plantas invasoras deve ser mantida em nível que não cause perdas na produção maiores do que o custo de controle”, explicou o engenheiro agrônomo da Emater/RS Alencar Rugeri. Conforme o técnico, o manejo inclui técnicas como uso de inseticidas/fungicidas/herbicidas, controle biológico, feromônios, transgenia, variedades resistentes e manipulação do ambiente, entre outras. “A combinação dos fatores relacionados é que garantirá o sucesso ou fracasso do MIP nas culturas”, enfatizou o pesquisador da Embrapa Clima Temperado Clênio Nailto Pillon.

Também participaram do seminário representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria Especial de Agricultura e Desenvolvimento (Sead) do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Embrapa Clima Temperado, Embrapa Trigo e Embrapa Uva e Vinho, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Outras instituições que fazem parte da rede são Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa), entre outras.

Texto: Taline Schneider - Emater/RS-Ascar

Edição: Itamar Pelizzaro/SDR

 

 

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